Escola de Contabilidade PJP
Livro 9 — Gestão de Custos Aplicada no Setor Público
Capa — Livro 9
Alagoinhas — BA

Capítulo 1 — Introdução à Gestão de Custos no Setor Público

1.1 Por que falar em gestão de custos no setor público?

Durante muito tempo, o setor público concentrou seus esforços na legalidade do gasto, no cumprimento do orçamento e na correta execução financeira. Embora esses aspectos continuem essenciais, eles não são suficientes para responder às demandas contemporâneas por eficiência, transparência e qualidade do gasto público.

A gestão de custos surge como instrumento fundamental para responder à pergunta central da administração pública moderna: quanto custa entregar determinado serviço público à sociedade?

Conhecer custos não significa privatizar a lógica do Estado, mas qualificá-la. Custos permitem comparar alternativas, avaliar políticas públicas e melhorar decisões orçamentárias e gerenciais.

Ideia-chave do capítulo

Gestão de custos no setor público não busca lucro, mas sim valor público, eficiência e responsabilidade fiscal.

1.2 Custo, gasto, despesa e investimento

Um dos primeiros desafios no estudo de custos é separar conceitos que, no uso cotidiano, são frequentemente confundidos.

TermoConceitoExemplo no setor público
GastoDesembolso ou compromisso financeiroEmpenho de material escolar
DespesaGasto para manutenção da estruturaConta de energia da escola
CustoConsumo de recursos para gerar serviçoCusto por aluno/ano
InvestimentoGasto com benefício futuroConstrução de uma UBS
Nota didática

Todo custo nasce de um gasto, mas nem todo gasto se transforma em custo. O custo depende do consumo efetivo do recurso.

1.3 Gestão de custos e valor público

No setor privado, a gestão de custos busca maximizar margens e competitividade. No setor público, o foco desloca-se para o conceito de valor público.

Valor público combina três dimensões:

A gestão de custos fornece a base empírica para avaliar essas três dimensões, permitindo decisões fundamentadas e transparentes.

1.4 Exemplos práticos de aplicação

Educação
  • Custo por aluno/ano
  • Custo por turma
  • Custo da merenda escolar
Saúde
  • Custo por atendimento
  • Custo por procedimento
  • Custo por equipe de saúde
Limpeza urbana
  • Custo por tonelada coletada
  • Custo por km de varrição
  • Custo por bairro
Transporte
  • Custo por km rodado
  • Custo por aluno transportado
  • Custo por linha

1.5 Laboratório prático

Atividade prática
  1. Escolha um serviço público do seu município.
  2. Liste os principais recursos consumidos.
  3. Identifique quais são custos diretos e indiretos.
  4. Calcule o custo unitário do serviço.

1.6 Resumo do capítulo

1.7 Questões para fixação

  1. Por que a gestão de custos é relevante no setor público?
  2. Diferencie gasto, despesa, custo e investimento.
  3. Explique o conceito de valor público.
  4. Dê um exemplo de custo unitário em política pública.
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Capítulo 2 — Custos na Educação Pública

2.1 A educação como política pública estruturante

A educação pública é uma das políticas mais relevantes do Estado brasileiro, tanto pelo volume de recursos envolvidos quanto pelo impacto social de longo prazo. Nesse contexto, conhecer os custos da educação é essencial para planejar a expansão da rede, comparar desempenho entre escolas, avaliar políticas de financiamento e prestar contas.

Ideia central

Não existe política educacional sustentável sem conhecimento dos seus custos.

2.2 Estrutura básica de custos

Grupo de custoDescriçãoExemplos
PessoalRemuneração e encargosProfessores, diretores, merendeiras
Material pedagógicoInsumos didáticosLivros, cadernos, impressões
Alimentação escolarMerendaGêneros alimentícios
InfraestruturaManutenção físicaÁgua, energia, reparos
Serviços terceirizadosApoio operacionalLimpeza, vigilância

2.3 Custos diretos e indiretos

Custos diretos
  • Salários de professores em sala;
  • Merenda consumida pelos alunos;
  • Material didático entregue.
Custos indiretos
  • Gestão da secretaria de educação;
  • Manutenção predial;
  • Transporte escolar compartilhado.
Nota didática

Custos indiretos precisam ser rateados de forma técnica e transparente.

2.4 Cálculo do custo por aluno

Fórmula básica

Custo por aluno = Custo total da unidade / Número de alunos atendidos

Esse indicador permite comparar escolas, identificar ineficiências, subsidiar políticas e avaliar impacto de investimentos quando associado a contexto e resultados.

2.5 Exemplo ilustrativo

Exemplo

Escola com custo anual de R$ 2.400.000 e 400 alunos: R$ 6.000,00 por aluno/ano.

2.6 Laboratório prático

Atividade aplicada
  1. Escolha uma escola real ou hipotética.
  2. Liste custos anuais.
  3. Classifique em diretos e indiretos.
  4. Calcule custo por aluno.
  5. Analise compatibilidade com a estrutura oferecida.

2.7 Resumo

2.8 Questões

  1. Por que a educação exige gestão de custos estruturada?
  2. Diferencie custos diretos e indiretos na educação.
  3. Explique a utilidade do custo por aluno.
  4. Como custos podem apoiar políticas educacionais?
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Capítulo 3 — Custos na Saúde Pública

3.1 A saúde como política de alta complexidade

A saúde pública envolve múltiplos níveis de atenção, diversidade de serviços, uso intensivo de mão de obra e pressão social. No SUS, é necessário garantir acesso universal e uso racional dos recursos.

Pergunta-chave

Quanto custa atender bem o cidadão?

3.2 Níveis de atenção e impacto nos custos

NívelCaracterísticasImpacto
Atenção básicaPrevenção e acompanhamento contínuoMenor custo unitário, alto volume
Média complexidadeExames e procedimentos especializadosCusto intermediário
Alta complexidadeInternações e cirurgiasAlto custo unitário

Gestão eficiente busca fortalecer a atenção básica para reduzir custos globais e melhorar resultados.

3.3 Estrutura de custos da atenção básica

Custos principais
  • Equipes de saúde da família
  • Medicamentos básicos
  • Insumos
  • Manutenção das UBS
Custos compartilhados
  • Gestão da secretaria
  • Sistemas de informação
  • Transporte sanitário

3.4 Indicadores de custo

Exemplo

UBS com custo mensal de R$ 300.000 e 6.000 atendimentos: R$ 50,00 por atendimento.

3.5 Custos hospitalares

Custos hospitalares são elevados devido à complexidade e ao uso intensivo de recursos (diárias, cirurgias, UTI, exames). Custos apoiam contratualização, regulação, eficiência e controle de desperdícios.

3.6 Laboratório

Atividade aplicada
  1. Escolha uma UBS.
  2. Levante custos mensais.
  3. Calcule custo por atendimento.
  4. Compare com outra unidade.
  5. Proponha ações de melhoria.

3.7 Resumo

3.8 Questões

  1. Por que a saúde é política de alto custo?
  2. Diferencie custos da atenção básica e hospitalar.
  3. Qual a importância do custo por atendimento?
  4. Como custos podem melhorar a gestão do SUS?
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Capítulo 4 — Custos da Limpeza Urbana e Resíduos Sólidos

4.1 Serviço essencial

Limpeza urbana impacta saúde pública, meio ambiente e qualidade de vida. É área de contratos vultosos e riscos de ineficiência; por isso, requer gestão de custos e indicadores.

Pergunta-chave

Quanto custa manter a cidade limpa — e por quê?

4.2 Etapas do serviço

EtapaDescriçãoExemplos
Coleta domiciliarRecolhimentoCaminhões, equipes, combustível
VarriçãoLimpeza de viasGaris, equipamentos
TransporteDeslocamentoVeículos, manutenção
DestinaçãoTratamento/aterroTaxas, contratos, operação

4.3 Estrutura de custos

Diretos
  • Mão de obra
  • Combustível
  • Manutenção
  • Equipamentos
Indiretos
  • Gestão e fiscalização
  • Sistemas de controle
  • Administração contratual

4.4 Indicadores

Exemplo

Custo mensal R$ 1.200.000 e 3.000 toneladas: R$ 400,00/tonelada.

4.5 Contratos e riscos

Planilhas de custos mal estruturadas podem gerar sobrepreço, superfaturamento, baixa qualidade e riscos fiscais/jurídicos. Custos devem ser auditáveis e vinculados a medições (rotas, tonelagem, frequência).

4.6 Sustentabilidade

Coleta seletiva, reciclagem e redução de resíduos em aterros podem reduzir custos no médio prazo, além de benefícios ambientais.

Nota

Investimentos sustentáveis podem reduzir custo total ao longo do tempo.

4.7 Laboratório

Atividade
  1. Escolha um serviço de limpeza do município.
  2. Liste etapas e custos diretos/indiretos.
  3. Calcule custo por tonelada.
  4. Proponha melhorias.

4.8 Resumo

4.9 Questões

  1. Por que a limpeza exige gestão rigorosa de custos?
  2. Explique custo por tonelada.
  3. Quais riscos em contratos?
  4. Como sustentabilidade reduz custos?
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Capítulo 5 — Custos do Transporte Público e Escolar

5.1 Política pública estratégica

Transporte garante acesso a educação, saúde e trabalho. É serviço com alto impacto financeiro e riscos contratuais, exigindo indicadores e controle.

Questão central

Como oferecer transporte adequado com custo sustentável?

5.2 Estrutura de custos

GrupoDescriçãoExemplos
Mão de obraOperação e apoioMotoristas, monitores
CombustívelEnergia de operaçãoDiesel, etanol
ManutençãoConservaçãoPeças, oficinas
DepreciaçãoDesgasteÔnibus, vans
GestãoAdministração e fiscalizaçãoContratos, sistemas

5.3 Particularidades do transporte escolar

Diretos
  • Combustível
  • Motoristas/monitores
  • Manutenção
Indiretos
  • Gestão de contrato
  • Planejamento de rotas
  • Fiscalização

5.4 Indicadores

Exemplo

Custo mensal R$ 180.000 e 45.000 km: R$ 4,00/km.

5.5 Contratos e riscos

Riscos: rotas superdimensionadas, quilometragem sem comprovação, frota inadequada e custos incompatíveis. Controle exige medição, rastreio e auditoria de rotas.

5.6 Segurança e qualidade

Nota

Redução de custos não pode comprometer segurança, regularidade e acessibilidade, sobretudo no transporte escolar.

5.7 Laboratório

Atividade
  1. Escolha uma rota escolar.
  2. Identifique distância, frota e alunos.
  3. Levante custos mensais.
  4. Calcule custo por km e por aluno.
  5. Avalie eficiência da rota.

5.8 Resumo

5.9 Questões

  1. Por que transporte escolar exige atenção especial?
  2. Explique custo por km rodado.
  3. Quais riscos em contratos?
  4. Como equilibrar custo e segurança?
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Capítulo 6 — Custos na Administração Pública Geral

6.1 Áreas-meio

Áreas-meio dão suporte às políticas finalísticas. Embora não entreguem serviços diretamente ao cidadão, consomem parcela relevante do orçamento e influenciam a eficiência do Estado.

Ideia central

Uma administração eficiente começa pela boa gestão dos custos administrativos.

6.2 Estruturas administrativas

6.3 Estrutura de custos

GrupoDescriçãoExemplos
PessoalRemuneração e encargosServidores administrativos
InfraestruturaOperaçãoPrédios, energia, água
ServiçosApoio especializadoTI, sistemas
MateriaisConsumoSuprimentos

6.4 Diretos e rateados

Diretos
  • Pessoal da secretaria
  • Contratos específicos
  • Operação interna
Rateados
  • TI compartilhada
  • Controle interno
  • Gestão central de pessoal
Nota

Rateios devem seguir critérios técnicos: número de servidores, volume de processos, horas de serviço, etc.

6.5 Indicadores

Exemplo

Secretaria com R$ 6.000.000/ano e 300 servidores: R$ 20.000 por servidor/ano.

6.6 Eficiência

Custos devem ser analisados com volume de serviços, complexidade, digitalização e resultados. A gestão de custos permite identificar gargalos, sobreposições e oportunidades.

6.7 Laboratório

Atividade
  1. Escolha uma secretaria administrativa.
  2. Levante custos anuais.
  3. Identifique diretos e rateados.
  4. Calcule custo por servidor.
  5. Analise eficiência.

6.8 Resumo

6.9 Questões

  1. Por que custos administrativos são estratégicos?
  2. Diferencie diretos e rateados.
  3. Explique custo por servidor.
  4. Como custos melhoram eficiência do Estado?
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Capítulo 7 — Análise Comparativa de Custos e Tomada de Decisão Pública

7.1 Comparar para aprender

Comparações bem feitas ajudam a identificar boas práticas, gargalos e oportunidades. No setor público, comparar não é “competir”, mas aprender e melhorar com transparência.

Regra de ouro

Compare o que é comparável: mesma natureza de serviço, critérios e período.

7.2 Tipos de comparação

7.3 Normalização e contexto

Custos unitários precisam ser normalizados por “unidade de entrega” (aluno, atendimento, tonelada, km). Além disso, contexto importa: porte, localização, vulnerabilidade social, perfil epidemiológico, distância média, etc.

Nota didática

Sem contexto, um ranking de custos pode induzir a conclusões erradas.

7.4 Ferramentas de decisão

Para apoiar decisões, custos devem ser combinados com qualidade e resultado. Três perguntas práticas:

7.5 Exemplo aplicado — Educação

Comparar custo por aluno entre duas escolas exige observar: número de alunos, turmas, tempo integral, transporte, alimentação, quadro de pessoal e estrutura. Custos maiores podem refletir tempo integral (mais entrega) ou baixa escala (escola pequena).

7.6 Checklist para comparações confiáveis

Checklist

7.7 Laboratório

Atividade aplicada
  1. Escolha duas unidades semelhantes (ex.: duas UBS).
  2. Defina 2 indicadores (custo por atendimento e por equipe).
  3. Normalizar e comparar 12 meses.
  4. Explique diferenças e proponha 2 melhorias.

7.8 Resumo

7.9 Questões

  1. O que significa “comparar o comparável”?
  2. Por que contexto importa em custos unitários?
  3. Quais riscos de rankings sem explicação?
  4. Como custos apoiam decisões públicas?
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Capítulo 8 — Transparência, Controle Social e Divulgação de Custos

8.1 Custos como informação pública

Custos públicos não são “assunto interno”: são informação essencial para a sociedade avaliar eficiência e prioridades. A transparência de custos fortalece confiança e reduz assimetria informacional.

8.2 Do técnico ao cidadão

Uma boa divulgação tem duas camadas: (1) técnica, com metodologia e detalhes; (2) cidadã, com linguagem simples e exemplos.

Camada técnica
  • Critérios de rateio
  • Fontes de dados
  • Séries históricas
  • Notas metodológicas
Camada cidadã
  • “Quanto custa e por quê”
  • Comparações simples
  • Glossário
  • Perguntas frequentes

8.3 Produtos de transparência

8.4 Controle social e órgãos de controle

Custos bem divulgados apoiam conselhos (saúde, educação), legislativo, tribunais de contas e Ministério Público. Além disso, reduzem retrabalho em auditorias, pois a metodologia fica clara.

Nota

Transparência não é só publicar dados; é permitir compreensão e reuso.

8.5 Boas práticas de visualização

Boas práticas

8.6 Laboratório

Atividade aplicada
  1. Escolha um indicador (ex.: custo por aluno).
  2. Produza versão técnica e versão cidadã (1 página).
  3. Inclua 3 perguntas frequentes e respostas.
  4. Defina 2 alertas de gestão (ex.: custo acima de faixa).

8.7 Resumo

8.8 Questões

  1. Por que custos devem ser divulgados ao cidadão?
  2. O que muda ao separar camada técnica e cidadã?
  3. Quais produtos de transparência são mais úteis?
  4. Como evitar “publicar e ninguém entender”?
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Capítulo 9 — Casos Integrados de Gestão de Custos

9.1 Caso 1 — Educação

Uma rede municipal identifica aumento do custo por aluno. Ao decompor custos, percebe crescimento em transporte e terceirização de apoio. A decisão exige avaliar rotas, escala e contratos, sem reduzir entrega pedagógica.

Pergunta de gestão

O aumento do custo está ligado a maior entrega (tempo integral) ou a ineficiência?

9.2 Caso 2 — Saúde

Uma UBS tem custo por atendimento elevado. A análise mostra baixa produtividade por falta de agenda regulada e alto absenteísmo. A solução combina gestão de fila, confirmação de consultas e reorganização de equipe.

9.3 Caso 3 — Limpeza urbana

O custo por tonelada está acima de municípios similares. O município descobre que a medição contratual não separa coleta regular e entulho, distorcendo indicadores. Ajustar métricas melhora comparabilidade e negociação.

9.4 Caso 4 — Transporte escolar

Rotas rurais longas elevam custo por aluno. A solução pode envolver replanejamento de rotas, pontos de encontro, frota adequada e coordenação com calendário e matrículas.

9.5 Matriz de decisão

ProblemaCausa provávelAçãoIndicador
Custo altoBaixa escalaReorganizar ofertaCusto unitário
Custo altoContrato mal medidoRever medição/escopoCusto por unidade
Custo altoProdutividade baixaGestão de processosAtendimentos/turno
Custo altoDesperdícioAuditoria e controleDesvio padrão

9.6 Laboratório

Atividade aplicada
  1. Escolha um caso (educação, saúde, limpeza ou transporte).
  2. Liste custos diretos e indiretos e o critério de rateio.
  3. Calcule 2 indicadores unitários e uma série de 6 meses.
  4. Proponha 3 ações e estime impacto (qualitativo ou quantitativo).

9.7 Resumo

9.8 Questões

  1. Por que a medição contratual afeta indicadores?
  2. Como distinguir maior entrega de ineficiência?
  3. Quais indicadores você usaria em cada caso?
  4. Como comunicar resultados ao cidadão?
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Capítulo 10 — Laboratório Final e Projeto Integrador

10.1 Objetivo

Integrar os conceitos do livro em um projeto de gestão de custos aplicável ao município, com produto técnico e produto cidadão.

10.2 Projeto final — passo a passo

Roteiro
  1. Escolha do serviço: educação, saúde, limpeza, transporte ou área-meio.
  2. Mapeamento: etapas do serviço e recursos consumidos.
  3. Estrutura de custos: diretos, indiretos e compartilhados.
  4. Critérios de rateio: documentar e justificar.
  5. Indicadores: definir 3 indicadores unitários.
  6. Série histórica: no mínimo 6 meses (ideal 12).
  7. Diagnóstico: explicar variações e comparar com referência.
  8. Plano de melhoria: ações, prazos e responsáveis.
  9. Transparência: relatório cidadão de 1 página + FAQ.

10.3 Entregáveis

10.4 Critérios de avaliação

CritérioO que será observado
Correção conceitualDiferenças entre gasto, despesa, custo e investimento
MetodologiaRateios, fontes, consistência e documentação
IndicadoresUnidade de entrega clara e comparabilidade
AplicaçãoCapacidade de propor melhoria prática
ComunicaçãoVersão cidadã compreensível e transparente

10.5 Fechamento

Gestão de custos é instrumento de decisão, transparência e melhoria contínua. Quando bem aplicada, conecta orçamento, execução e resultados, fortalecendo o valor público.

10.6 Questões finais

  1. Quais são os 3 maiores riscos ao divulgar custos sem metodologia?
  2. Como garantir comparabilidade entre unidades?
  3. Qual o papel do controle social na melhoria de custos?
  4. Quais indicadores você considera essenciais para o seu município?
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